Casadinhos

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Carência,desonestidade, egoísmo ou apenas falta de carater?

Me pergunto sempre o porquê das pessoas traírem seus parceiros...
além de pergntar pra eu mesma tb pergunto para aqueles que traem e já ouvi respostas com diversos motivos e que no fundo pareciam bem vazias e sem fundamento.
Tipo assim: eu traio pq ele me trai tb, ou pq comer feijão com arroz todo dia é bom mas de vez em quando uma pizza vai bem ou ainda, pq ela n tem td que preciso, n me satifaz e etc etc etc.
o mais engraçado é que todas as respostas remetem-se ao traído, a culpa é sempre dele... mas ele n era a vítima?
em tempos como esses de inversão total de valores, o mais forte é sempre o melhor e portanto o fraco é no mínimo alguém que deu bobeira e se ferrou, fazer o quê? a culpa é dele então, deveria ser mais esperto...pode?
em nenhum momento se cogita que a culpa n é de quem acreditou, se dedidou e se doou em prol de uma relação que estava fadada ao insucesso...
Em tempos de hoje é comum escutar pessoas se vangloriando por "não acreditarem em ninguém" ou ainda "tá com pena do miserável? fica no lugar dele..." e engraçado que elas falam para uma platéia tão mal amada quanto e tds acham lindas suas falas pobres e seus íntimos vazios.
se é carência, desonestidade, egoísmo somente eu n sei, porém pra eu pode juntar as três coisas colocar no mix e bater... depois é só acrescentar uma pitada de falta carater que fica prontinho...
Se vc trai pq o outro te trai vc está perdedo tempo em uma relação sem respeito e cumplicidade, se trai pq sente que o outro n te completa está perdendo a chance de se aventurar e viver uma nova história, pois melhor do que estar em um relacionamento é estar com alguém faça aflorar o que tem de melhor em si e se é carência que tal uma terapia?
mas se n for nada disso e for só por diversão... vale lembrar: brincamos com jogos e brinquedos e nunca pessoas. Que tal se conhecer e ver o q n gosta e aprender a se pôr no lugar do outro?
vale lembrar tb que os insanos n são os que se doam e sabem amar e se apaixonar...
e sim quem n tem tal capacidade e passa a vida brincando de gostar.

Como dizia Clarice: "Nao sei amar pela metade, não sei viver de mentiras e nem sei voar com os pés no chão...."

Simples assim...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Boazinha??? quem disse?

Mais um texto maravilhoso de Martha Medeiros, pra mostrar que ser boazinha eh premio de consolo.. e q o bom mesmo eh ter a tal personalidade intrigante como diz meu namorado rssrrsrs ou ainda o "genio ruim" como diz meu pai em relacao a minha mae... e assim vai...
Como digo sempre: o que n dar trabalho parece n ter valor e o que perturba a mente parece n sair dela.


MULHER BOAZINHA por martha medeiros

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:
mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,
e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,
da sua aura de mistério, de como ela tem classe:
ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua
perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,
que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,
que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,
seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,
crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando
um desejo incontrolável de virar a mesa.
Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,
estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,
é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,
apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.